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AS MENINAS-ROSEIRA*

Cybelle Weinberg**

Em visita recente ao Chile, uma imagem remeteu-me, surpreendentemente, às meninas que sofrem de Anorexia Nervosa. Nas vinícolas dos grandes vales, ao pé da Cordilheira dos Andes, roseiras florescem na frente das colunas de vinhas. A visão, intrigante e de uma beleza extraordinária, sugere, inicialmente, o capricho do vinicultor e seu desejo de embelezar o vinhedo. No entanto trata-se de prevenção: no caso de uma praga atingir a região, as roseiras, por serem mais sensíveis, serão as primeiras a exibir os sinais da doença. Funciona, assim, como um alerta e permite que as uvas sejam salvas. Eis aí, pensei: essas meninas que morrem anoréxicas são meninas-roseira. Lindas e sensíveis, com sua morte silenciosa alertam para os males causados pela praga do momento, a exigência despropositada de magreza. À morte da modelo Ana Carolina seguiram-se outras tantas, noticiadas pelos jornais. No entanto cerca de 20% da anoréxicas morrem devido a complicações do quadro ou suicídio. E só agora esse fato vem sendo veiculado pela mídia. Por isso, ainda que tardiamente, são corretas as medidas tomadas pelas agências de modelos no sentido de proteger essas garotas, essas meninas-roseira das passarelas. Mas e nós, profissionais da saúde, como assistiremos a essa “praga” que se alastra, decorrente, entre outras causas, dessa exigência descabida de um corpo sem carne e sem formas?

Conhecer a doença: a melhor forma de ajudar

A moda atual é apenas um dos fatores responsáveis pelo desencadeamento da Anorexia Nervosa. Mas ainda que não seja o único, sua importância é capital, por envolver a questão da imitação. Hilde Bruch, psiquiatra e psicanalista alemã que desenvolveu seu trabalho de pesquisa nos Estados Unidos na década de 60, já alertara, naquela época, para esse comportamento tão característico das anoréxicas. Observando como muitas meninas desenvolviam a doença após terem tido algum tipo de contato com ela, por meio da leitura de depoimentos ou outro tipo de informação, Bruch cunhou a expressão “me too anoréxicas” para designar esse comportamento imitativo, decorrente de déficits básicos do sentido de si mesmo, da identidade e do funcionamento autônomo. Jovens anoréxicas teriam tido dificuldade, ao longo de sua infância, de manifestar seus desejos e sentimentos frente aos pais, parecendo agir sempre em resposta à ordem de outros. Apresentam, também, grande dificuldade em perceber as experiências corporais, o que as leva a não confiar em suas próprias sensações e sentimentos. Tendo dificuldade em identificar seu próprio corpo, olham para ele como algo separado de si ou como pertencente a seus pais. A anoréxica, para Bruch, seria como uma lousa em branco, a ser preenchida com a personalidade de cada nova pessoa com quem se envolve, com aquilo que a amiga gosta ou quer fazer. Tanto que, para essa autora, esse tipo de comportamento imitativo poderia ser o responsável pelo rápido aumento da incidência da Anorexia nos últimos anos.

Ao contrário do que muitos acreditam, a Anorexia Nervosa não é um fenômeno exclusivo da modernidade, e esse comportamento imitativo pode ser observado, igualmente, quando se estuda a evolução da Anorexia Nervosa através da história. Segundo a literatura, dois verdadeiros surtos de Anorexia foram registrados em outras épocas e aparecem descritos no livro Do altar às passarelas. Da Anorexia santa à Anorexia Nervosa (Weinberg e Cordás, 2006), fruto de tese de mestrado defendida na FMUSP em 2004. O primeiro deles teve como palco a Idade Média e, como protagonistas, as santas jejuadoras. Ao comportamento restritivo dessas mulheres, surpreendentemente semelhante ao das anoréxicas atuais, dá-se o nome de Anorexia Santa. Sua motivação, obviamente, era outra, pois o ideal do corpo emagrecido não atendia a um apelo estético, mas a um ideal de santidade e purificação. No entanto, os relatos dos confessores, as biografias, os depoimentos de testemunhas que conviveram com as santas e que foram ouvidos nos processos de canonização, constituem verdadeiros relatos clínicos. Ali se observam, além da restrição alimentar, o isolamento, a hiperatividade, o perfeccionismo e uma vontade férrea de atingir um ideal.

Santa Catarina de Siena, o maior exemplo de busca deste ideal de perfeição por meio de uma vida ascética, teve seu comportamento imitado por inúmeras outras santas jejuadoras.

Santa Maria Madalena de Pazzi é uma delas. Aos 16 anos, ao ingressar no convento e receber os votos, trocou seu nome de batismo, Caterina, que lhe havia sido dado em homenagem a santa Catarina, por Maria Madalena. A adoção do nome Maria Madalena foi também uma escolha influenciada pelos escritos de Caterina de Siena, que a cita como um modelo para si mesma porque, após a morte de Cristo, Madalena teria jejuado por 33 anos seguidos. Assim, não parece haver dúvida de que Maria Madalena de Pazzi foi profundamente influenciada pelas idéias de Catarina e procurou imitá-la, especialmente no que diz respeito ao comportamento alimentar.

Outra santa que tomou Catarina de Siena por modelo e o seguiu fielmente foi Rosa de Lima. Depois de ler sobre sua vida, iniciou um severo jejum e cortou os cabelos como Catarina o fizera para impedir que a casassem. Nos seus últimos anos preparou a fundação do monastério dominicano de santa Catarina de Siena, em Lima, erguido logo após a sua morte. Por sua vez, Rosa de Lima teve um grande número de seguidoras, como as chamadas beatas iluminadas (mulheres que a imitavam e foram perseguidas pela Inquisição), as rosas (fundadoras do Monastério de las Rosas de Lima) e santa Veronica Giuliani.

No século XIX, um outro “surto” de comportamento anoréxico ocorreu entre meninas da Inglaterra, França e Estados Unidos, sob o rótulo de Clorose. Os médicos lamentavam as conseqüências do Byronismo sobre os hábitos alimentares das jovens, que ingeriam doses de vinagre para adquirir, além da magreza, um aspecto pálido e frágil. Mas isso não era tudo: além de influenciadas pelo Romantismo, essas meninas se inspiravam em Catarina de Siena, admirada pelo autocontrole e elevação espiritual, pois a leitura de sua biografia fazia parte de uma boa educação.

Sabendo que a imitação é um fenômeno que ocorre normalmente na adolescência e especialmente entre jovens propensos a desenvolver um transtorno alimentar, duas questões se impõem. Uma é a da responsabilidade dos estilistas e produtores da moda, que ao promoverem nas passarelas imagens glamourosas de meninas esquálidas, motivam um batalhão de adolescentes que as tomam por modelo. Todas querem ser magras como elas, ainda que o preço seja a saúde física e mental.

Outra questão é a da prevenção, uma vez que a sugestão faz das políticas de prevenção uma faca de dois gumes. A literatura comprova que programas de prevenção dos transtornos alimentares em escolas acabam obtendo resultados contrários aos esperados, uma vez que levam a um aumento da restrição alimentar. Quanto aos programas de prevenção primária, que têm por objetivo desenvolver a análise crítica dos adolescentes, a aceitação do próprio peso e chamar a atenção para os benefícios de uma boa alimentação, os resultados são melhores.

Com toda essa valorização da magreza, como se explica que não sejamos todos anoréxicos?

Somente a pressão da moda e o fator imitação, ainda que significativos, não justificam o desenvolvimento de um transtorno alimentar. Por que alguns jovens ficam anoréxicos e outros não? Porque são necessárias condições psicológicas para tanto. Meninas e meninos que ficam anoréxicos têm um perfil comum, um tipo de personalidade perfeccionista, que os leva a perseguir um ideal de magreza. Têm um histórico de bons filhos e bons alunos, crianças obedientes e dóceis, com muita dificuldade para expressar sua vontade. Dependentes e apegados a seus pais, sentem a adolescência como um momento perigoso, momento de separação e autonomia, assustador. Deixar de comer, perder as formas e manter um peso abaixo do esperado é, sem dúvida, um meio de manter os cuidados e a dependência infantil.

O tipo de personalidade, assim como fatores genéticos, culturais e familiares seriam pré-condições para o desenvolvimento de um transtorno alimentar, como afirma Brian Lask no capítulo do livro Anorexia Nervosa and Related Eating Disorders in Chilhood and Adolescence (1999), intitulado “Aetiology”. Sem eles, é pouco provável que o transtorno se desenvolva. Por outro lado, é necessário que haja também um fator precipitante, desencadeador do processo: uma dieta, situações de separação ou perda. E existem ainda os fatores que mantêm a doença, que o autor chama de perpetuantes, como, por exemplo, a discórdia entre os pais. É comum ouvir de pais de pacientes anoréxicos que eles se separariam, mas não o fazem porque precisam cuidar do filho ou da filha doente. Ou que estão esperando sua cura para poderem separar-se. A grande contribuição de Lask está, precisamente, na observação de que é preciso que existam os três fatores, concomitantemente, para que ocorra um transtorno alimentar.

O que a família pode fazer?

A família tem um papel preponderante na questão da Anorexia Nervosa: na sua gênese, na sua manutenção e no seu tratamento. Na sua gênese porque estudos mostram que as famílias de meninos/meninas anoréxicos tendem a ter muita dificuldade em estabelecer limites, expor seus conflitos, lidar com as situações de separação e luto e viver uma sexualidade adulta. Lembram aqueles vinhedos lindos e ordenados, com uma bela roseira na frente, a primeira a dar mostras de que as coisas não vão tão bem assim. Na sua manutenção porque, em muitos casos, não conseguem acompanhar o processo da adolescência dos filhos, que supõe separação, individuação e autonomia deles. E no tratamento, para que possam elaborar esses lutos e aceitar o crescimento e amadurecimento de seu filho.
É por isso que a inclusão da família no tratamento da Anorexia é tão importante. No primeiro momento, é preciso ajudar a família a entender o que está acontecendo na sua casa, onde um menino ou menina se recusa a comer e prefere morrer a ingerir um pedaço de pão. Onde, em lugar daquela filha meiga e dócil, encontram uma adolescente irritadiça, mal humorada, que se isola no quarto e só pensa em calorias. Frente ao corpo esquelético da filha, que continua se achando gorda, perdem a paciência, ora se sentindo culpados, ora querendo esganá-las. Os grupos psicoeducativos e a orientação dos profissionais às famílias são fundamentais para que os pais entendam e colaborem com o tratamento.
Infelizmente, nem sempre se consegue a colaboração da família. Muitos pais resistem a ver que, por trás daquela “mania de fazer dietas”, está uma doença grave. Em muitos casos a própria dinâmica da família mantém o quadro, uma vez que as filhas manipulam facilmente seus pais. Primeiro porque a mãe tende a mostrar sentimentos ambivalentes em relação a suas filhas, fato facilmente observável quando elas não conseguem seguir as determinações do médico, permitindo, por exemplo, que façam exercícios abusivos quando estão à beira de um internamento por estarem só pele e osso. Segundo, porque o pai, na maioria das vezes, não consegue exercer seu papel de interditar, separando mãe e filha e usando sua autoridade para proteger suas filhas de uma relação sufocante.

Em defesa da lei

Quando falha a função paterna, surge a necessidade de uma lei externa que faça, pelos pais, aquilo que eles não estão conseguindo fazer. Proibir meninas com menos de 16 anos e com IMC abaixo de 18 de desfilar é muito saudável, pelo menos nesse momento crítico. A proibição tem suas falhas, porque estar magro não é sinônimo de estar anoréxico e porque a exigência de um exame médico não significa nada no caso deste tipo de doença, em que exames clínicos e laboratoriais, na maioria das vezes, não são suficientes para acusá-la.

Por outro lado, se meninas com um peso normal começarem a fazer sucesso nas passarelas, nas propagandas e nas capas de revistas, a busca pelo corpo magérrimo tenderá a diminuir.

Já conhecemos esta história: em meados do século XVII, quando os jejuns e as autoflagelações perderam significado religioso e foram substituídos pela caridade, pelo ensino e pela ajuda, o número de santas jejuadoras diminuiu.

Aí está nossa responsabilidade: enquanto passarmos aos jovens a mensagem de que só magro faz sucesso e que “quanto mais magro, melhor”, por que eles abandonarão esse projeto de morte? Não seria este um dos fatores perpetuador da doença?

Apêndice 1 - Santa Catarina de Siena (1347 – 1380)

Inteligente e precoce, a menina Catarina, com apenas sete anos de idade, decidiu nunca mais comer carne, dando-a a seus irmãos ou jogando-a para o gato, às escondidas. Aos 12, para fugir a um casamento arranjado, cortou seus lindos cabelos e isolou-se em casa, passando grande parte de seu tempo em orações. Aos 16 aumentou a austeridade para consigo mesma, permanecendo por três anos no mais absoluto retiro espiritual, conversando com os familiares o estritamente necessário, comendo somente um pouco de pão e ervas cruas e, muitas vezes, deixando mesmo de fazê-lo, recorrendo aos vômitos quando forçada a comer. Além disso dormia pouquíssimo e flagelava seu corpo três vezes ao dia com uma corrente de ferro. Com 20 anos deixou sua reclusão espontânea, assumindo com ardor o cuidado de pobres e enfermos. Ao mesmo tempo atirou-se a uma febril atividade, dedicando-se totalmente à ação político-religiosa que fez sua reputação: a reforma da Igreja.

Aos 26 anos, devido ao exagero de suas privações, somado ao excesso de atividade, foi acusada de simulação e parceria com o diabo. Para defender-se, explicou que “Deus, em sua bondade”, havia ajudado-a “a livrar-se do pecado da gula”.

Com 33 anos de idade, encontrando-se em Roma com numeroso séquito de discípulos, Catarina , já bastante doente, ditou a sua última carta: “Meu corpo não aceita alimento algum, nem mesmo uma gota de água, e [sofro] tantos doces tormentos corpóreos como nunca os tive iguais, a ponto de minha vida estar por um fio”(Carta XLIX aos senhores de Florença). Onze dias depois Catarina não podia mais andar, vindo a falecer no mês seguinte. Fr. Bartolomeu Dominnici, que registrou seus últimos dias, assim a descreveu: “Eu a encontrei deitada em cima de algumas tábuas, rodeadas por outras, que me deram a impressão de estar ela num caixão. Aproximei-me, na esperança de podermos conversar como no passado, mas a vi tão macilenta, que seu corpo parecia ter sido secado ao sol. Nada mais conservava da sua beleza. Era um espetáculo que feria o coração.”

A característica mais notória do ascetismo de santa Catarina foi seu anormal comportamento alimentar. Raymond, seu confessor, lembra que “...Era um grande sofrimento para ela comer, mais do que seria para um faminto ficar sem comida. Ela usava os vômitos como reparação, e como não conseguia vomitar espontaneamente, costumava usar uma fina palha ou outro objeto que podia pôr na sua garganta e provocar o vômito.” (Ascetic Ideals and Anorexia Nervosa. J Psychiat Res. 1985; 19 (2):89-94)

Muitos estudiosos da história da Anorexia Nervosa não relutam em ver no comportamento de Catarina de Siena, caracterizado pelo jejum prolongado, hiperatividade, teimosia e mortificação do corpo, o comportamento típico das anoréxicas atuais. E ela própria, provavelmente pela rigidez de seu ascetismo, entre outras razões, foi tomada por modelo por outras tantas santas jejuadoras, o que confirma que a imitação é um fator importante no desencadeamento do quadro.

Apêndice 2 - Santas, bruxas ou histéricas?

Entre os séculos XV e XVI o jejum auto-imposto, admirado por quase todo o período medieval como um sinal de perseverança, domínio sobre as exigências do corpo e santidade, passou a ser interpretado como indício de bruxaria e possessão demoníaca. Os confessores se perguntavam como aquelas mulheres podiam ficar sem comer por dias seguidos e, ainda assim, manter uma atividade febril, descrevendo como “deliciosas” as dores decorrentes dos jejuns e maus-tratos que impunham a si mesmas. O Tribunal da Santa Inquisição não via com bons olhos esse tipo de comportamento, e os processos de canonização tornaram-se mais rigorosos.

A partir do século XVII o jejum prolongado e auto-imposto passou a interessar também aos médicos, que o entenderam como um sintoma patológico. Richard Morton (1637-1698) foi o primeiro a descrever o quadro, denominando-o consunção e descrevendo-o como um definhamento progressivo, caracterizado pela perda do apetite, amenorréia e emagrecimento importante. Suas causas seriam “a tristeza e preocupações ansiosas”.

Na segunda metade do século XIX, com William Gull (o primeiro a dar o nome de Anorexia Nervosa ao quadro), Charles Lasègue, Jean-Marie Charcot e Sigmund Freud, as mulheres que praticavam a restrição alimentar passaram a ser consideradas pacientes histéricas.

Atualmente a Anorexia Nervosa é definida pelos manuais de psiquiatria como um transtorno do comportamento alimentar, caracterizado por uma grave restrição da ingestão alimentar, busca incessante pela magreza, distorção da imagem corporal e amenorréia por três ciclos consecutivos.

A psicanálise, por sua vez, tendo evoluído consideravelmente nos últimos trinta anos, trouxe uma nova luz para a compreensão da Anorexia Nervosa. Como afirma Philippe Jeammet no artigo A abordagem psicanalítica dos transtornos das condutas alimentares, a extensão fora do campo das neuroses clássicas da prática psicanalítica contribuiu para modificar não só o tratamento, como também a conceituação teórica. “A ênfase é, assim, deslocada da análise dos conflitos ligados ao recalcamento para as particularidades da análise do narcisismo ou para as modalidades da relação de objeto”.

Nem santas, nem bruxas, nem histéricas, as anoréxicas são meninas que sofrem de uma patologia que se sustenta na relação com o outro. Psicanaliticamente falando, a Anorexia Nervosa é uma patologia claramente inter-relacional, não sendo própria de nenhum quadro nosográfico tradicional.

Para conhecer mais:

Anorexia e Bulimia. Rodolfo Urribarri (org.). Escuta, 1999.

Anorexia e Bulimia Nervosa: uma visão multidisciplinar. Henriette A.Bucaretchi (org.). Casa do Psicólogo, 2003.

Do altar às passarelas. Da Anorexia Santa à Anorexia Nervosa. Cybelle Weinberg e Táki Athanássios Cordás. Annablume, 2006.

The Golden Cage: the Enigma of Anorexia Nervosa. Hilde Bruch. Harvard University Press, 1978.

Transtornos alimentares. Maria Helena Fernandes. Casa do Psicólogo, 2006.

* Artigo publicado originalmente na Revista Mente e Cérebro, ano XIV, n. 171.

**Cybelle Weinberg é psicanalista, membro do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e mestre em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. Coordena a Clínica de Estudos e Pesquisas em Psicanálise da Anorexia e Bulimia (CEPPAN) e é autora dos livros Geração Delivery – adolescer no mundo atual. (org.) Sá Editora, 2001 e Do altar às passarelas – da Anorexia santa à Anorexia Nervosa.(Weinberg e Cordás) Annablume, 2006.

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